segunda-feira, 20 de março de 2017
domingo, 9 de outubro de 2016
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
sábado, 16 de abril de 2016
Padre Fábio de Melo e Celina Borges - Tudo Posso
Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Quero, tudo quero, sem medo entregar meus projetos
Deixar-me guiar nos caminhos que Deus desejou pra mim e ali estar
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer
E mesmo quando a visão se turva e o coração só chora
Mas na alma, há certeza da vitória
Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer ...
Eu vou sofrendo, mas seguindo enquanto tantos não entendem
Vou cantando minha história, profetizando
Que eu posso, tudo posso... em Jesus
Link: http://www.vagalume.com.br/fabio-de-melo/tudo-posso.html#ixzz461bYpcJL
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Quero, tudo quero, sem medo entregar meus projetos
Deixar-me guiar nos caminhos que Deus desejou pra mim e ali estar
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer
E mesmo quando a visão se turva e o coração só chora
Mas na alma, há certeza da vitória
Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer ...
Eu vou sofrendo, mas seguindo enquanto tantos não entendem
Vou cantando minha história, profetizando
Que eu posso, tudo posso... em Jesus
Link: http://www.vagalume.com.br/fabio-de-melo/tudo-posso.html#ixzz461bYpcJL
domingo, 13 de dezembro de 2015
Como Estrelas Na Terra - Legendado
Amigos por favor assista esse filme, é muito emocionante, uma grande lição pra os educadores!! Esse filme relata uma historia do professor que transformou a vida de uma criança especial! São de pessoas e profissionais assim que precisamos!
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Parabéns Crianças...
vocês
hoje estão colhendo mais um ano de vida, e a vida é! um dom supremo, do criador do universo
Vocês foram
presenteadas com esse dom precioso, que é viver!
Nesse instante de muitos rpesentes, e de muitos sorrisos, recebam de todos nós, os votos de muitas felicidades.
E que vocês possam crescer com, dignidade, e
tenha sabedoria para caminhar diante do mundo, e
forças para remover os obstáculos.
Vocês ainda são muito pequenas para
compreender estas coisas, muitas oportunidades estão diante de vocês
,e muitas opções de escolha.
Escolha sempre o certo,e seja honestas, perseverantes e abra os braços para a vida com o coração cheio de amor.
Não se esqueça de ouvir os bons conselhos e seguir somente os bons exemplos...
Escolha sempre o certo,e seja honestas, perseverantes e abra os braços para a vida com o coração cheio de amor.
Não se esqueça de ouvir os bons conselhos e seguir somente os bons exemplos...
segunda-feira, 14 de abril de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Educação no Hospital:

Em
1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional deu início à
formalização do funcionamento das classes hospitalares, determinando aos
governos "garantir atendimento educacional especializado gratuito aos
alunos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular".
Em
2001, o Conselho Nacional de Educação, no artigo 13º da Resolução nº 2, tratou
da obrigatoriedade do sistema e utilizou, pela primeira vez, a nomenclatura
"classe hospitalar". Desde então, ficou definido que "os
sistemas de ensino, mediante ação integrada com os sistemas de saúde, devem
organizar o atendimento educacional especializado a alunos impossibilitados de
frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação
hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em
domicílio".
Com
base nas regras anteriores, a Secretaria de Educação Especial do MEC elaborou
em 2002 os termos reguladores que detalham o trabalho dentro das unidades de
Saúde. Cabe aos estados e municípios adaptar essa legislação nacional e traçar
orientações específicas para cada rede de ensino
Além
de permitir que o aluno internado não perca tempo nos estudos e continue
acompanhando o currículo de sua escola, as atividades nas classes hospitalares
são apontadas por estudos como aliadas da recuperação clínica dos estudantes.
Uma pesquisa conduzida pela professora Izabel Cristina Silva Moura, do
Instituto Helena Antipoff, vinculado à Secretaria Municipal de Educação
do Rio de Janeiro, acompanhou 50 crianças por um mês em três hospitais
diferentes da cidade. Ela observou que o grupo que assistia às aulas teve
níveis de estresse menores do que os que não passavam pelo atendimento, de
acordo com uma escala especial para esse tipo de análise.
Informalmente,
essa também é uma constatação diária das educadoras que trabalham com jovens
doentes. Em 2000, conta a professora Rosemary Hilário, do Hospital do Câncer, a
prefeitura de São Paulo deu férias coletivas para todos os docentes, inclusive
os que não atuavam nas unidades regulares. Até então, a classe de lá ficava
aberta nas férias. Durante o recesso, os médicos que cuidavam dos estudantes
internados relataram que as crianças usaram o dobro de analgésicos. "E,
quando eram perguntadas sobre as dores, elas não sabiam responder",
lembra. "Achamos que isso foi causado pelo ócio. Os alunos precisam se
ocupar, esquecer que estão numa situação delicada", diz. Desde então, a
classe fica aberta o ano todo, com esquema de revezamento entre os professores
no período de festas
Na
prática, é a equipe médica que deve acionar as secretarias de Educação assim
que um estudante da rede pública dá entrada com alguma doença severa (para
os oriundos da particular, é a própria escola que deve providenciar o
serviço). Em alguns estados e municípios, já existe inclusive um quadro de
docentes previamente concursados e preparados para a função, e é junto a esses
órgãos que interessados no emprego devem procurar orientações. "Cabe aos
governos locais oferecer a mão -de- obra e as capacitações necessárias. Tudo
para que o aluno se atrase o mínimo possível no ritmo de sua turma
original", diz Martinha Dutra dos Santos, coordenadora-geral
da Secretaria de Educação Especial do MEC.
Apesar
de ser chamada tecnicamente de classe, a aula é individual, nos leitos ou em
salas cedidas pela unidade de Saúde. Diferentemente de uma escola regular (onde
é possível fazer atividades de longa duração), cada tarefa precisa ter início,
meio e fim no mesmo dia. "É um ritmo estranho. Eu posso planejar tudo hoje
e, amanhã, o estudante recebe alta. Daí eu tenho de fazer coisas novas para
outra criança que acabou de chegar", conta a professora Geane Yada, do
Hospital Darcy Vargas, em São Paulo.
A
carga horária também é diferente das escolas, claro. O educador pode iniciar
uma conversa e, em instantes, ter de parar devido a uma indisposição. O
indicado é que o aluno consiga ter o mesmo conteúdo e a mesma carga horária da
escola. Mas, com o sobe –e -desce do tratamento, isso nem sempre é possível.
Os
especialistas alegam que as experiências em curso nem sempre ocorrem num
contexto ideal. "Há o déficit de profissionais para atuar do 6º ao 9º ano.
E, em muitos lugares, o voluntário ainda atua no lugar do educador", diz
Eneida Simões da Fonseca, professora do Departamento de Estudos em Educação
Inclusiva e Continuada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Sim, a
escola de origem precisa dar apoio aos professores hospitalares. Assim que um
estudante chega para tratamento, o titular da classe hospitalar deve chamar a
família e o futuro aluno para conversar sobre sua situação. Normalmente, um
coordenador pedagógico articula essa fase. Em seguida, o docente entra em
contato com a escola para solicitar o currículo que a criança seguiria e também
as atividades já realizadas. Cabe à unidade de ensino encaminhar todas as
tarefas previstas para que o aluno faça em sua internação - inclusive as
provas, que serão devolvidas para a correção pelo educador da turma regular.
A
professora Célia Wiczneski, coordenadora pedagógica do Hospital do Trabalhador,
em Curitiba, conta que essa relação não é fácil e, como já aconteceu, a escola
muitas vezes nem sabe que um estudante adoeceu. "Hoje é mais fácil
conversar. Mas, no início, eu precisei bater o pé. E, quando não tinha solução,
ligava para a Secretaria de Educação e contava o que estava acontecendo."
Foi com tanto empenho que garantiu a continuidade nos estudos de vários jovens
como Felipe Eduardo Alves da Silva, 9 anos, que está na 4ª série e sofre de
osteomielite (infecção óssea) e precisa de internações sucessivas
O MEC
sugere articular a programação de atendimento em dois momentos. No primeiro, o
docente trabalha com os conteúdos definidos num currículo próprio, geral, que
tem por base os Parâmetros Curriculares Nacionais. É
para evitar atrasos em caso de demora no envio dos materiais pela escola
de origem", explica Rosemary Hilário, coordenadora do Hospital do Câncer.
No segundo, já de posse da papelada, a equipe do hospital adapta o trabalho
pedagógico de acordo com o histórico do aluno, muitas vezes lançando mão de uma
avaliação inicial.
Uma
articulação especial é necessária quando o estudante apresenta um quadro
clínico que requer idas e vindas constantes. É o caso de Eula Carla de Lima, 12
anos. Ela está na 6ª série, sofre com displasia (anomalia) na tíbia esquerda e
precisa passar por cirurgias frequentes, também no Hospital do Trabalhador.
Para ela, o ano escolar acontece simultaneamente na unidade regular em que
estava matriculada e no hospital.
Atualmente,
já existem até cursos de especialização para ajudar os professores a enfrentar
e se adaptar às situações de morte iminente. Enquanto esta reportagem estava
sendo feita, uma aluna do Hospital Darcy Vargas faleceu. Para Rosemary Hilário,
coordenadora do Hospital do Câncer, são coisas que acontecem. "Temos de
encarar da mesma forma que faríamos em uma turma regular", argumenta. "E,
na hora que os familiares chegam para conversar com você, não podemos esquecer
que não somos psicólogos para dar orientações. A melhor coisa é ouvir."
A
volta para a escola precisa ser pensada com antecedência. Deve-se levar em
conta eventuais adaptações estruturais necessárias, como a construção de rampas
para os jovens que passam a usar cadeira de rodas. A montagem bem feita de uma
pasta ou arquivo, com toda a documentação sobre o período de internação, também
é essencial. Devem ser reunidos os exercícios feitos, os exames aplicados e os
relatórios com a carga horária total do atendimento, os conteúdos abordados e
as principais dificuldades encontradas, inclusive com as observações feitas
pelo docente.
A
sensibilização da comunidade escolar também é essencial e ajuda a evitar
comentários maldosos. Como contam os especialistas, a manutenção do vínculo com
a unidade de ensino durante o período de afastamento é a melhor arma contra os
problemas, já que todos estão cientes do processo.
A
aplicação de provas para medir o nível do aluno em seu retorno não é defendida
pelo MEC. O ideal, para o órgão, é que a equipe pedagógica estude os materiais
enviados pelo hospital para chegar a um diagnóstico.
Texto: Bianca Bibiano
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/classe-hospital
Em
1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional deu início à
formalização do funcionamento das classes hospitalares, determinando aos
governos "garantir atendimento educacional especializado gratuito aos
alunos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular".
Em
2001, o Conselho Nacional de Educação, no artigo 13º da Resolução nº 2, tratou
da obrigatoriedade do sistema e utilizou, pela primeira vez, a nomenclatura
"classe hospitalar". Desde então, ficou definido que "os
sistemas de ensino, mediante ação integrada com os sistemas de saúde, devem
organizar o atendimento educacional especializado a alunos impossibilitados de
frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação
hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em
domicílio".
Com
base nas regras anteriores, a Secretaria de Educação Especial do MEC elaborou
em 2002 os termos reguladores que detalham o trabalho dentro das unidades de
Saúde. Cabe aos estados e municípios adaptar essa legislação nacional e traçar
orientações específicas para cada rede de ensino
Além
de permitir que o aluno internado não perca tempo nos estudos e continue
acompanhando o currículo de sua escola, as atividades nas classes hospitalares
são apontadas por estudos como aliadas da recuperação clínica dos estudantes.
Uma pesquisa conduzida pela professora Izabel Cristina Silva Moura, do
Instituto Helena Antipoff, vinculado à Secretaria Municipal de Educação
do Rio de Janeiro, acompanhou 50 crianças por um mês em três hospitais
diferentes da cidade. Ela observou que o grupo que assistia às aulas teve
níveis de estresse menores do que os que não passavam pelo atendimento, de
acordo com uma escala especial para esse tipo de análise.
Informalmente,
essa também é uma constatação diária das educadoras que trabalham com jovens
doentes. Em 2000, conta a professora Rosemary Hilário, do Hospital do Câncer, a
prefeitura de São Paulo deu férias coletivas para todos os docentes, inclusive
os que não atuavam nas unidades regulares. Até então, a classe de lá ficava
aberta nas férias. Durante o recesso, os médicos que cuidavam dos estudantes
internados relataram que as crianças usaram o dobro de analgésicos. "E,
quando eram perguntadas sobre as dores, elas não sabiam responder",
lembra. "Achamos que isso foi causado pelo ócio. Os alunos precisam se
ocupar, esquecer que estão numa situação delicada", diz. Desde então, a
classe fica aberta o ano todo, com esquema de revezamento entre os professores
no período de festas
Na
prática, é a equipe médica que deve acionar as secretarias de Educação assim
que um estudante da rede pública dá entrada com alguma doença severa (para
os oriundos da particular, é a própria escola que deve providenciar o
serviço). Em alguns estados e municípios, já existe inclusive um quadro de
docentes previamente concursados e preparados para a função, e é junto a esses
órgãos que interessados no emprego devem procurar orientações. "Cabe aos
governos locais oferecer a mão -de- obra e as capacitações necessárias. Tudo
para que o aluno se atrase o mínimo possível no ritmo de sua turma
original", diz Martinha Dutra dos Santos, coordenadora-geral
da Secretaria de Educação Especial do MEC.
Apesar
de ser chamada tecnicamente de classe, a aula é individual, nos leitos ou em
salas cedidas pela unidade de Saúde. Diferentemente de uma escola regular (onde
é possível fazer atividades de longa duração), cada tarefa precisa ter início,
meio e fim no mesmo dia. "É um ritmo estranho. Eu posso planejar tudo hoje
e, amanhã, o estudante recebe alta. Daí eu tenho de fazer coisas novas para
outra criança que acabou de chegar", conta a professora Geane Yada, do
Hospital Darcy Vargas, em São Paulo.
A
carga horária também é diferente das escolas, claro. O educador pode iniciar
uma conversa e, em instantes, ter de parar devido a uma indisposição. O
indicado é que o aluno consiga ter o mesmo conteúdo e a mesma carga horária da
escola. Mas, com o sobe –e -desce do tratamento, isso nem sempre é possível.
Os
especialistas alegam que as experiências em curso nem sempre ocorrem num
contexto ideal. "Há o déficit de profissionais para atuar do 6º ao 9º ano.
E, em muitos lugares, o voluntário ainda atua no lugar do educador", diz
Eneida Simões da Fonseca, professora do Departamento de Estudos em Educação
Inclusiva e Continuada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Sim, a
escola de origem precisa dar apoio aos professores hospitalares. Assim que um
estudante chega para tratamento, o titular da classe hospitalar deve chamar a
família e o futuro aluno para conversar sobre sua situação. Normalmente, um
coordenador pedagógico articula essa fase. Em seguida, o docente entra em
contato com a escola para solicitar o currículo que a criança seguiria e também
as atividades já realizadas. Cabe à unidade de ensino encaminhar todas as
tarefas previstas para que o aluno faça em sua internação - inclusive as
provas, que serão devolvidas para a correção pelo educador da turma regular.
A
professora Célia Wiczneski, coordenadora pedagógica do Hospital do Trabalhador,
em Curitiba, conta que essa relação não é fácil e, como já aconteceu, a escola
muitas vezes nem sabe que um estudante adoeceu. "Hoje é mais fácil
conversar. Mas, no início, eu precisei bater o pé. E, quando não tinha solução,
ligava para a Secretaria de Educação e contava o que estava acontecendo."
Foi com tanto empenho que garantiu a continuidade nos estudos de vários jovens
como Felipe Eduardo Alves da Silva, 9 anos, que está na 4ª série e sofre de
osteomielite (infecção óssea) e precisa de internações sucessivas
O MEC
sugere articular a programação de atendimento em dois momentos. No primeiro, o
docente trabalha com os conteúdos definidos num currículo próprio, geral, que
tem por base os Parâmetros Curriculares Nacionais. É
para evitar atrasos em caso de demora no envio dos materiais pela escola
de origem", explica Rosemary Hilário, coordenadora do Hospital do Câncer.
No segundo, já de posse da papelada, a equipe do hospital adapta o trabalho
pedagógico de acordo com o histórico do aluno, muitas vezes lançando mão de uma
avaliação inicial.
Uma
articulação especial é necessária quando o estudante apresenta um quadro
clínico que requer idas e vindas constantes. É o caso de Eula Carla de Lima, 12
anos. Ela está na 6ª série, sofre com displasia (anomalia) na tíbia esquerda e
precisa passar por cirurgias frequentes, também no Hospital do Trabalhador.
Para ela, o ano escolar acontece simultaneamente na unidade regular em que
estava matriculada e no hospital.
Atualmente,
já existem até cursos de especialização para ajudar os professores a enfrentar
e se adaptar às situações de morte iminente. Enquanto esta reportagem estava
sendo feita, uma aluna do Hospital Darcy Vargas faleceu. Para Rosemary Hilário,
coordenadora do Hospital do Câncer, são coisas que acontecem. "Temos de
encarar da mesma forma que faríamos em uma turma regular", argumenta. "E,
na hora que os familiares chegam para conversar com você, não podemos esquecer
que não somos psicólogos para dar orientações. A melhor coisa é ouvir."
A
volta para a escola precisa ser pensada com antecedência. Deve-se levar em
conta eventuais adaptações estruturais necessárias, como a construção de rampas
para os jovens que passam a usar cadeira de rodas. A montagem bem feita de uma
pasta ou arquivo, com toda a documentação sobre o período de internação, também
é essencial. Devem ser reunidos os exercícios feitos, os exames aplicados e os
relatórios com a carga horária total do atendimento, os conteúdos abordados e
as principais dificuldades encontradas, inclusive com as observações feitas
pelo docente.
A
sensibilização da comunidade escolar também é essencial e ajuda a evitar
comentários maldosos. Como contam os especialistas, a manutenção do vínculo com
a unidade de ensino durante o período de afastamento é a melhor arma contra os
problemas, já que todos estão cientes do processo.
A
aplicação de provas para medir o nível do aluno em seu retorno não é defendida
pelo MEC. O ideal, para o órgão, é que a equipe pedagógica estude os materiais
enviados pelo hospital para chegar a um diagnóstico.
Texto: Bianca Bibiano
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/classe-hospital
Em
1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional deu início à
formalização do funcionamento das classes hospitalares, determinando aos
governos "garantir atendimento educacional especializado gratuito aos
alunos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular".
Em
2001, o Conselho Nacional de Educação, no artigo 13º da Resolução nº 2, tratou
da obrigatoriedade do sistema e utilizou, pela primeira vez, a nomenclatura
"classe hospitalar". Desde então, ficou definido que "os
sistemas de ensino, mediante ação integrada com os sistemas de saúde, devem
organizar o atendimento educacional especializado a alunos impossibilitados de
frequentar as aulas em razão de tratamento de saúde que implique internação
hospitalar, atendimento ambulatorial ou permanência prolongada em
domicílio".
Com
base nas regras anteriores, a Secretaria de Educação Especial do MEC elaborou
em 2002 os termos reguladores que detalham o trabalho dentro das unidades de
Saúde. Cabe aos estados e municípios adaptar essa legislação nacional e traçar
orientações específicas para cada rede de ensino
Além
de permitir que o aluno internado não perca tempo nos estudos e continue
acompanhando o currículo de sua escola, as atividades nas classes hospitalares
são apontadas por estudos como aliadas da recuperação clínica dos estudantes.
Uma pesquisa conduzida pela professora Izabel Cristina Silva Moura, do
Instituto Helena Antipoff, vinculado à Secretaria Municipal de Educação
do Rio de Janeiro, acompanhou 50 crianças por um mês em três hospitais
diferentes da cidade. Ela observou que o grupo que assistia às aulas teve
níveis de estresse menores do que os que não passavam pelo atendimento, de
acordo com uma escala especial para esse tipo de análise.
Informalmente,
essa também é uma constatação diária das educadoras que trabalham com jovens
doentes. Em 2000, conta a professora Rosemary Hilário, do Hospital do Câncer, a
prefeitura de São Paulo deu férias coletivas para todos os docentes, inclusive
os que não atuavam nas unidades regulares. Até então, a classe de lá ficava
aberta nas férias. Durante o recesso, os médicos que cuidavam dos estudantes
internados relataram que as crianças usaram o dobro de analgésicos. "E,
quando eram perguntadas sobre as dores, elas não sabiam responder",
lembra. "Achamos que isso foi causado pelo ócio. Os alunos precisam se
ocupar, esquecer que estão numa situação delicada", diz. Desde então, a
classe fica aberta o ano todo, com esquema de revezamento entre os professores
no período de festas
Na
prática, é a equipe médica que deve acionar as secretarias de Educação assim
que um estudante da rede pública dá entrada com alguma doença severa (para
os oriundos da particular, é a própria escola que deve providenciar o
serviço). Em alguns estados e municípios, já existe inclusive um quadro de
docentes previamente concursados e preparados para a função, e é junto a esses
órgãos que interessados no emprego devem procurar orientações. "Cabe aos
governos locais oferecer a mão -de- obra e as capacitações necessárias. Tudo
para que o aluno se atrase o mínimo possível no ritmo de sua turma
original", diz Martinha Dutra dos Santos, coordenadora-geral
da Secretaria de Educação Especial do MEC.
Apesar
de ser chamada tecnicamente de classe, a aula é individual, nos leitos ou em
salas cedidas pela unidade de Saúde. Diferentemente de uma escola regular (onde
é possível fazer atividades de longa duração), cada tarefa precisa ter início,
meio e fim no mesmo dia. "É um ritmo estranho. Eu posso planejar tudo hoje
e, amanhã, o estudante recebe alta. Daí eu tenho de fazer coisas novas para
outra criança que acabou de chegar", conta a professora Geane Yada, do
Hospital Darcy Vargas, em São Paulo.
A
carga horária também é diferente das escolas, claro. O educador pode iniciar
uma conversa e, em instantes, ter de parar devido a uma indisposição. O
indicado é que o aluno consiga ter o mesmo conteúdo e a mesma carga horária da
escola. Mas, com o sobe –e -desce do tratamento, isso nem sempre é possível.
Os
especialistas alegam que as experiências em curso nem sempre ocorrem num
contexto ideal. "Há o déficit de profissionais para atuar do 6º ao 9º ano.
E, em muitos lugares, o voluntário ainda atua no lugar do educador", diz
Eneida Simões da Fonseca, professora do Departamento de Estudos em Educação
Inclusiva e Continuada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
A
professora Célia Wiczneski, coordenadora pedagógica do Hospital do Trabalhador,
em Curitiba, conta que essa relação não é fácil e, como já aconteceu, a escola
muitas vezes nem sabe que um estudante adoeceu. "Hoje é mais fácil
conversar. Mas, no início, eu precisei bater o pé. E, quando não tinha solução,
ligava para a Secretaria de Educação e contava o que estava acontecendo."
Foi com tanto empenho que garantiu a continuidade nos estudos de vários jovens
como Felipe Eduardo Alves da Silva, 9 anos, que está na 4ª série e sofre de
osteomielite (infecção óssea) e precisa de internações sucessivas
O MEC
sugere articular a programação de atendimento em dois momentos. No primeiro, o
docente trabalha com os conteúdos definidos num currículo próprio, geral, que
tem por base os Parâmetros Curriculares Nacionais. É
para evitar atrasos em caso de demora no envio dos materiais pela escola
de origem", explica Rosemary Hilário, coordenadora do Hospital do Câncer.
No segundo, já de posse da papelada, a equipe do hospital adapta o trabalho
pedagógico de acordo com o histórico do aluno, muitas vezes lançando mão de uma
avaliação inicial.
Uma
articulação especial é necessária quando o estudante apresenta um quadro
clínico que requer idas e vindas constantes. É o caso de Eula Carla de Lima, 12
anos. Ela está na 6ª série, sofre com displasia (anomalia) na tíbia esquerda e
precisa passar por cirurgias frequentes, também no Hospital do Trabalhador.
Para ela, o ano escolar acontece simultaneamente na unidade regular em que
estava matriculada e no hospital.
Atualmente,
já existem até cursos de especialização para ajudar os professores a enfrentar
e se adaptar às situações de morte iminente. Enquanto esta reportagem estava
sendo feita, uma aluna do Hospital Darcy Vargas faleceu. Para Rosemary Hilário,
coordenadora do Hospital do Câncer, são coisas que acontecem. "Temos de
encarar da mesma forma que faríamos em uma turma regular", argumenta. "E,
na hora que os familiares chegam para conversar com você, não podemos esquecer
que não somos psicólogos para dar orientações. A melhor coisa é ouvir."
A
volta para a escola precisa ser pensada com antecedência. Deve-se levar em
conta eventuais adaptações estruturais necessárias, como a construção de rampas
para os jovens que passam a usar cadeira de rodas. A montagem bem feita de uma
pasta ou arquivo, com toda a documentação sobre o período de internação, também
é essencial. Devem ser reunidos os exercícios feitos, os exames aplicados e os
relatórios com a carga horária total do atendimento, os conteúdos abordados e
as principais dificuldades encontradas, inclusive com as observações feitas
pelo docente.
A
sensibilização da comunidade escolar também é essencial e ajuda a evitar
comentários maldosos. Como contam os especialistas, a manutenção do vínculo com
a unidade de ensino durante o período de afastamento é a melhor arma contra os
problemas, já que todos estão cientes do processo.
A
aplicação de provas para medir o nível do aluno em seu retorno não é defendida
pelo MEC. O ideal, para o órgão, é que a equipe pedagógica estude os materiais
enviados pelo hospital para chegar a um diagnóstico.
Texto: Bianca Bibiano
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/classe-hospital
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
O Nome da Rosa
Leitura Crítica do filme
Por se tratar de uma adaptação da obra literária para o cinema, é preciso que se faça uma leitura cuidadosa da obra cinematográfica, cuidando para não relacionar apenas as duas obras em questão, pois se trata de uma interpretação do diretor Annaud partindo da leitura da obra de Umberto Eco.
Os atores escolhidos para atuar no filme como protagonistas são Sean Connery, que faz o papel do Frei Guilherme de Baskerville e o jovem Christian Slater como o aprendiz Adson de Melk. Mesclando suspense e romance, o filme se passa nos anos de 1316 e 1334, quando João XXII era o Papa.
Em suma, a narrativa fílmica pode ser assim descrita: Parte da trajetória do Frei de Baskerville e seu aprendiz, Adson de Melk, que acompanha seus ensinamentos, em direção a um mosteiro afastado com o propósito de investigar uma suposta morte que deveria ser advinda pelo demônio. No entanto, ao chegar, imersos em histórias diversas e controversas, eles puderam identificar que, na realidade, o finado pulou do alto de uma das torres do mosteiro. Ainda em meio a tantos mistérios, o Frei e seu aprendiz passam a investigar outras mortes, causando certa instabilidade emocional entre os religiosos.
A narrativa se segue com outro acontecimento que chama a atenção: a chegada de Bernardo Gui, um Grão-Inquisidor, com a missão de torturar e matar qualquer suspeito que tenha cometido assassinatos em nome do diabo. Começa então a perseguição ao protagonista dessa história, Frei Baskerville, acusado de ser, ele também, um dos influenciados pelas ações demoníacas.
Seguido de crimes, mistérios e acusações, o filme é ainda conduzido a partir da ideia tacanha e manipuladora da igreja em relação ao maniqueísmo bem x mal, um dos seus grandes pilares de sustentação. Além disso, há importante referência filosófica a Aristóteles (dentre tantas outras que são feitas ao longo da história que está sendo contada), visto que os crimes narrados estavam numa biblioteca que escondia propositalmente uma obra deste filósofo que expressava o prazer pela comédia.
Nesse momento a história revela segredos: um Frei antigo do mosteiro escondia esta obra, pois ela poderia fazer com que as pessoas duvidassem dos Evangelhos. Para punir aqueles que se atrevessem a lê-lo, o Frei coloca veneno mortal em suas folhas.
O momento da sociedade medieval do séc. XIV, marcada pela desintegração do feudalismo e a formação do capitalismo na Europa Ocidental na época em que a igreja controlava o estado e retirava do povo o direito ao conhecimento é o cenário onde se passa essa história. É possível observar, ali, as ocorrências na idade média quando era normal à atitude de colocar Deus e aqueles investidos da autoridade religiosa no centro de qualquer visão do mundo e de qualquer interpretação da história, o Teocentrismo, período que quase nada contribui para a psicologia, pois apesar de terem existido estudos sobre a reflexão humana, estes careceram de bases cientificas. A melhor contribuição desta época foi a importância que se evidenciou da necessidade do conhecimento e do pensar racionalmente.
Além disso, a dose cômica do filme – e que também leva a uma série de reflexões e questionamentos, diz respeito ao mistério sobre a possibilidade de alguma vez ter sido testemunhada uma risada de Jesus Cristo ou se era proibido. A seriedade, no entanto, chega a ser cômica, de fato, tendo em vista a violência extremada praticada pela igreja desde os tempos remotos.
A "violência", apesar de ser uma importante temática do filme, não é o grande motivador da discussão da obra, visto que ela aparece de maneira bastante evidente, deixando claro o propósito do diretor em discutir tantas outras questões subjacentes, como a discórdia entre os personagens do clero, por exemplo. Sobre a violência – e hoje podemos acrescentar com mais segurança – as violências cometidas pela Igreja, não se concentram apenas na inquisição, que, através dos seus tribunais, decidia de maneira arbitrária o destino de muitos que supostamente estavam mancomunados com o diabo, a representação do mal.
Outra questão importante diz respeito a toda discussão filosófica, ou metafilosófica, realizada pelo filme, na figura do personagem Frei de Baskerville que trazia todos os seus conceitos e teorias com grandes conhecimentos de suas leituras de filósofos, mostrando o início da filosofia medieval e a política banal da Igreja, que ignorava suas ideias.
Não pairam dúvidas, nessa leitura de O nome da rosa, quanto ao procedimento da igreja católica que impedia a divulgação do conhecimento pelo receio de que isto provocasse uma perda de poder. Isto provocou a morte de milhares de inocentes levados à fogueira.
Ficha Técnica
Título do filme: O NOME DA ROSA (Der Name Der Rose), baseado no romance de Umberto Eco lançado em 1980.
Ano de Lançamento: (Alemanha) 1986. Duração/Distribuição: 130 min, Globo
Direção: Jean Jacques Annaud Elenco: Sean Conery, F. Murray Abraham, Cristian Slater.
Título do filme: O NOME DA ROSA (Der Name Der Rose), baseado no romance de Umberto Eco lançado em 1980.
Ano de Lançamento: (Alemanha) 1986. Duração/Distribuição: 130 min, Globo
Direção: Jean Jacques Annaud Elenco: Sean Conery, F. Murray Abraham, Cristian Slater.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Se todos os educadores fossem capacitados para enxergar além do que querem ou aprendem, a EDUCAÇÃO BRASILEIRA seria modelo mundial.
Amigos por favor assista esse filme é muito LINDO, E EMOCIONANTE!!!
Ele relata uma historia:Um Professor pode com suas atitudes, e sua prática Pedagógica ajudar ou destruir a vida de uma criança.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
As Contribuições da Brinquedoteca no Hospital !
O desenvolvimento social das crianças é um assunto importante e deve ser tratado de forma adequada, pois a criança que vive em comunidade adquire valores de grupo.
A brinquedoteca no ambiente hospitalar
tem função primordial e reconhecida no
restabelecimento da saúde do pequeno paciente, por se constituir em um
recurso de potencialização da continuidade do processo de desenvolvimento
infanto-juvenil, uma vez que a criança e o adolescente poderão explorar
um ambiente que, ao contrário do ambiente hospitalar, lhe parece
familiar e acolhedor.
Segundo o Dr. Brian Sutton Smith, autoridade em desenvolvimento infantil
do Departamento de Educação da Universidade da Pensilvânia, os brinquedos
são tão importantes no brincar quanto os livros no estudar.
Os brinquedos dão as crianças á oportunidade de dominar e controlar o ambiente,
e criar outros mundos imaginários. Brincando, as crianças constroem seu
próprio mundo e os brinquedos são as ferramentas que contribuem para
esta construção.
Afirma Piaget (1976) a atividade lúdica é o berço obrigatório das
atividades intelectuais da criança.
Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar
energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento
intelectual.
As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao
desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança e também é uma forma de
auto-expressão..
Também, em contato com os brinquedos e as atividades programadas, os pacientes
podem se tornar participantes ativos do processo de reabilitação, em que
pese a maior aceitação da situação de hospitalização, maior propensão a
aderir ao tratamento e o incremento da confiança na equipe de saúde.
É com os brinquedos que elas começam a desenvolver sua criatividade e sua
habilidade para mudar o futuro. Quando as crianças têm oportunidade de
brincar, vivem uma experiência que enriquece sua sociabilidade e sua capacidade
de se tornarem seres humanos criativos.
Os brinquedos fazem com que as crianças compreendam que o mundo está cheio
de possibilidades e que eles, brinquedos, simbolizam as oportunidades de
expansão da criatividade do homem.
Baseando-se nestas afirmações, se faz necessário chamar a atenção dos
profissionais da saúde do setor hospitalar para a implantação da brinquedoteca,
como tentativa de tornar o setor infantil, Pediatria, um lugar menos
hostil e mais aconchegante, aliviando as angustia e favorecendo a recuperação.
Neste ponto, a brincadeira tem participação especial. No intuito de
valorizar a brincadeira e fazer dela um ponto importante no
desenvolvimento infantil, surge a Brinquedoteca, ajudando a suprir a
necessidade de um espaço onde à criança possa se integrar socialmente e
vivenciar atividades em um ambiente repleto de ludicidade.
É possível, também associar o aparecimento da brinquedoteca como
resultado de uma sociedade que teve de abolir a rua como local de encontro
e brincadeira de crianças.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Inclusão Social - Pessoas com Deficiências
Maravilhoso esse vídeo: lindo, emocionante mesmo.
Sobre a Inclusão dos portadores de deficiência.
Sobre a Inclusão dos portadores de deficiência.
Que todos tomem consciência que os deficientes tem os mesmos direitos, e parem de ver a deficiência como um empecilho para a
vida social e para o trabalho.
vida social e para o trabalho.
sábado, 21 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Dia do Ator de Teatro
O Ator de Teatro faz muito
mais do que representar. Ele se entrega. Dá a sua alma em troca da emoção. Por isso, nesse dia, quero deixar claro meu respeito e
admiração por todos aqueles que são Atores de Teatro, que enfrentam as dificuldades
da profissão. E que jamais desistem de levar alegria, mesmo com lágrimas ao um público que ama a arte. À http://brincarnoambientehospitalar.blogspot.com.br/ desejo-lhe há todos: muitos talentos, garras, criatividade e coragem.
Amigos não desista dos seus sonhos! Parabéns.
Celeste Lima
segunda-feira, 1 de julho de 2013
vermelho como o ceu
Esse filme é uma lição de vida.. para todos nós, que não paramos de reclamar da vida em quando temos tudo... Nós reclamos de tudo enquanto tem pessoas que passa por dificuldades como o garotinho do filme, e que consegue superar todos os obstáculos!
terça-feira, 2 de abril de 2013
02 de abril: Dia Mundial de Conscientização do Autismo
Nesta terça-feira (02/04) é
comemorado o Dia Mundial de Conscientização
do Autismo, um transtorno definido
por mudanças que acontecem
antes dos três anos de idade e que se
caracteriza por alterações
qualitativas na comunicação, na interação social e
no uso da imaginação.
O Dia
Mundial do Autismo, comemorado anualmente no dia 2 de abril,
foi
criado pela
Organização das Nações Unidas, em 18 de Dezembro de 2007,
para a
conscientização acerca dessa questão.
No primeiro evento, em 2 de abril de
2008, o Secretário-Geral da ONU,
Ban Ki-moon,elogiou a iniciativa do Catar e
da família real do país,
um dos maiores incentivadores para a proposta de
criação do dia, pelos
esforços de chamar a atenção sobre o autismo.
No
evento de 2010, a ONU declarou que, segundo especialistas,
acredita-se que a
doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo,
afetando a
maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.
Em
2011, o Brasil teve o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, iluminado de azul
nos
dias 1 e 2 de abril,além da Ponte Estaiada em São Paulo[5],
os prédios do
Senado Federal e do Ministério da Saúde em Brasília,
o Teatro Amazonas em
Manaus, a torre da Usina do Gasômetro,
em Porto Alegre, entre muitos outros. Em
Portugal, monumentos e
prédios, como a Torre dos Clérigos e a estátua do Cristo
Rei em frente a
Lisboa também foram iluminados de azul para a data.
O
autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de
maneira
grave por toda a vida.
É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros
anos de vida.
Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes
mais
comum no sexo masculino do que no feminino.
É encontrado em todo o mundo e
em famílias de qualquer configuração racial,
étnica e social.
Não se conseguiu
até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente
dessas crianças, que possa causar a doença.
Segundo
a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do
cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou
entrevista com o indivíduo. Incluem:
1.
Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e
linguísticas.
2. Reações anormais às sensações. As funções ou
áreas mais afetadas são:
visão, audição,tato, dor, equilíbrio, olfato,
gustação e maneira de manter o corpo.
3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas
áreas específicas do pensar,
presentes ou não.
Ritmo imaturo da fala, restrita
compreensão de idéias. Uso de palavras
sem associação com o significado.
4.
Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas.
Respostas não
apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não
usados de maneira
devida.
O
Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento
comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da
comunicação e um repertório
muito restrito de atividades e interesses.
As manifestações do transtorno
variam imensamente, dependendo do
nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.
Autismo
infantil: Transtorno global do
desenvolvimento caracterizado por: a)
um desenvolvimento anormal ou alterado,
manifestado antes da idade de
três anos, e b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento
em cada um dos três domínios seguintes:
interações sociais,comunicação,
comportamento focalizado e repetitivo. Além
disso, o transtorno se acompanha
comumente de numerosas outras manifestações
inespecíficas, por exemplo:
fobias, perturbações de sono ou da alimentação,
crises de birra ou
agressividade (auto-agressividade).
QUADRO 1 –
Critérios Diagnósticos para 299.00 Transtorno Autista (DSM-IV-TR).
A. Um
total de seis (ou mais) itens de (1), (2) e (3), com pelo menos dois de (1),
um
de (2) e um de (3):
(1)
Comprometimento qualitativo da interação social, manifestado por pelo menos
dois dos seguintes aspectos:
(a) comprometimento acentuado no uso de múltiplos
comportamentos não-verbais,
tais como contato visual direto, expressão facial,
posturas corporais e gestos
para regular a interação social
(b) fracasso em desenvolver relacionamentos com
seus pares apropriados ao
nível de desenvolvimento
(c) ausência de tentativas espontâneas de
compartilhar prazer, interesses ou
realizações com outras pessoas (por exemplo,
não mostrar, trazer ou apontar
objetos de interesse)(d)
ausência de reciprocidade social ou emocional
B.
Atrasos ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas,
com
início antes dos 3 anos de idade: (1) interação social, (2) linguagem para
fins
de comunicação social ou (3) jogos imaginativos ou simbólicos.
C. A
perturbação não é melhor explicada por Transtorno de Rett ou Transtorno
Desintegrativo da Infância.
QUADRO 2 –
Critérios Diagnósticos para F84.0 Autismo Infantil (CID-10).
Transtorno
global do desenvolvimento caracterizado por:
a) um
desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da
idade de
três anos
b) presença
de uma perturbação característica do funcionamento em cada um
dos três domínios
seguintes: interação social, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo
O
transtorno se acompanha comumente de numerosas outras
manifestações
inespecíficas, por exemplo, fobias, perturbações de
sono ou da alimentação,
crises de birra ou agressividade.
Os
sistemas diagnósticos (DSM-IV e CID-10) têm baseado seus critérios em
problemas
apresentados
em três áreas, com início antes dos três anos de idade, que são:
a)
comprometimento na interação social,
b)
comprometimento na comunicação verbal e não-verbal, e no brinquedo
imaginativo,
c)
comportamento e interesses restritos e repetitivos.
É
relevante salientar que essas informações devem ser utilizadas
apenas como
referência.
Recomenda-se
caracterizar a queixa da família: sinais, sintomas,
comportamento,nível de
desenvolvimento cognitivo e escolar do
indivíduo - quando for o caso, relacionamento inter-pessoal, investigar os
antecedentes gineco-obstétricos, história médica pregressa,
história familiar de doenças neurológicas, psiquiátricas ou genéticas,
analisar os critérios do DSM-IV-TR ou da CID-10,realizar avaliações
complementares (investigações bioquímicas, genéticas,neurológicas,
psicológicas, pedagógicas, fonoaudiológicas, fisioterápicas),
pensar a respeito
do diagnóstico diferencial, investigar a presença
de co-morbidades, classificar
o transtorno, planejar e efetivar o tratamento.
Muitas
vezes, o autismo é confundido com outras síndromes ou com outros
transtornos
globais do desenvolvimento, pelo fato de não ser diagnosticado
através de
exames laboratoriais ou de imagem,por não haver marcador
biológico que o
caracterize, nem necessariamente aspectos sindrômicos
morfológicos específicos;
seu processo de reconhecimento é dificultado,
o que posterga a sua identificação.
Um
diagnóstico preciso deve ser realizado, por um profissional qualificado,
baseado no comportamento,anamnese e observação clínica do indivíduo.
O
autismo pode ocorrer isoladamente, ser secundário ou apresentar
condições
associadas, razão pela qual é extremamente importante a
identificação de
co-morbidades bioquímicas,genéticas, neurológicas,
psiquiátricas, entre
outras.
CONDIÇÕES QUE PODEM ESTAR ASSOCIADAS AO AUTISMO:
Acessos de raiva
Agitação
Agressividade
Auto-agressão, auto-lesão (bater a cabeça, morder
os dedos, as mãos
ou os pulsos)
Ausência de medo em resposta a perigos reais
Catatonia
Complicações pré, peri e pós-natais
Comportamentos autodestrutivos
Déficits de atenção
Déficits auditivos
Déficits na percepção e controle motor
Déficits visuais
Epilepsia (Síndrome de West)
Esquizofrenia
Hidrocefalia
Hiperatividade
Impulsividade
Irritabilidade
Macrocefalia
Microcefalia
Mutismo seletivo
Paralisia cerebral
Respostas alteradas a estímulos sensoriais (alto
limiar doloroso,
hipersensibilidade aos sons ou ao toque, reações exageradas à
luz ou a odores,
fascinação com certos estímulos)
Retardo mental
Temor excessivo em resposta a objetos inofensivos
Transtornos de alimentação (limitação a comer
poucos alimentos)
Transtornos de ansiedade
Transtornos de linguagem
Transtorno de movimento estereotipado
Transtornos de tique
Transtornos do humor/ afetivos (risadinhas ou choro
imotivados, uma aparente
ausência de reação emocional)
Transtornos
do sono (despertares noturnos com balanço do corpo)
SÍNDROMES CROMOSSÔMICAS OU GENÉTICAS:
Acidose láctica
Albinismo oculocutâneo
Amaurose de Leber
Desordem marfan-like
Distrofia muscular de Duchenne
Esclerose Tuberosa
Fenilcetonúria
Galactosemia
Hipomelanose de Ito
Histidinemia
Neurofibromatose tipo I
Seqüência de Moebius
Síndrome de Angelman
Síndrome de Bourneville
Síndrome da Cornélia de Lange
Síndrome de Down
Síndrome fetal alcóolica
Síndrome de Goldenhar
Síndrome de Hurler
Síndrome de Joubert
Síndrome de Laurence-Moon-Biedl
Síndrome de Landau-Kleffner
Síndrome de Noonan
Síndrome de Prader-Willi
Síndrome da Talidomida
Síndrome de Tourette
Síndrome de Sotos
Síndrome do X-frágil
Síndrome
de Williams
INFECÇÕES
ASSOCIADAS AO AUTISMO:
Caxumba
Citomegalovírus
Herpes simples
Pneumonia
Rubéola
Sarampo
Sífilis
Toxoplasmose
Varicela
O
diagnóstico do transtorno autista é clínico e não poderá, portanto,
ser feito
puramente com base em testes e ou escalas de avaliação.
Avaliações
de ordem psicológica, fonoaudiológica e pedagógica são
importantes para uma avaliação global do indivíduo.
Recomenda-se
utilizar um instrumento de avaliação adicional para identificar
a presença de
Retardo Mental (RM). Na maioria dos casos de autismo
(70% a 85%), existe um diagnóstico associado de RM que pode variar de
leve a profundo.
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